quinta-feira, 10 de abril de 2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

O TEU MENSAGEIRO ODETE COSTA SEMEDO


Não te afastes
aproxima-te de mim
traz a tua esteira e senta-te

Vejo tremenda aflição no teu rosto
mostrando desespero
andas
e os teus passos são incertos

Aproxima-te de mim
pergunta-me e eu contar-te-ei
pergunta-me onde mora o dissabor
pede-me que te mostre
o caminho do desassossego
o canto do sofrimento
porque sou eu o teu mensageiro

Não me subestimes
aproxima-te de mim
não olhes estas lágrimas
descendo pelo meu rosto
nem desdenhes as minhas palavras
por esta minha voz trémula
de velhice impertinente

Aproxima-te de mim
não te afastes
vem...
senta-te que a história não é curta

sábado, 5 de abril de 2008

AL BERTO O MEDO


eis-me acordado
com o pouco que me sobejou da juventude nas mãos
estas fotografias onde cruzei os dias
sem me deter
e por detrás de cada máscara desperta
a morte de quem partiu e se mantém vivo.





sexta-feira, 4 de abril de 2008

segunda-feira, 31 de março de 2008

RAPTO CLAUDIO DANIEL

Para iniciar uma lua pelos filamentos, em articulações

de répteis.

Obliterar os arredores

ao esquadrinhar a pele.

Descrever

joelhos como náutilos,

seios como escabelos,

esse é o meu hibridismo,

minha fome vertebrada.

Acontece que

a expansão do branco

bifurca-se, espraia-se

esqualidamente

do lábio ao umbigo,

em simulado rapto.

Ame o mapa de meu rosto,

sua caligrafia de incinerações.

SÃO POEMA

Ão Poema na cabeça
Ão Poema nas costas

Ão Poema nas
Pernas nos
Pés

Ão Poema no meio ao peito
Ão Poema nas mãos aos cãos

ãosãosãosãosãos

Sãonão Poemas os rastos
Sãoão Poemas onde eu

Cê ande

domingo, 30 de março de 2008